APLICAÇÃO DE ESCÓRIA SIDERÚRGICA PARA CAPTURA DE DIÓXIDO DE CARBONO EM MEIO AQUOSO
Nome: LAURA LOYOLA MARION GUIO
Data de publicação: 28/11/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| EDUMAR RAMOS CABRAL COELHO | Examinador Interno |
| RENAN BARROSO SOARES | Examinador Externo |
| SERVIO TULIO ALVES CASSINI | Presidente |
| YURI NASCIMENTO NARIYOSHI | Coorientador |
Resumo: Investigou-se a aplicação de escória siderúrgica, um material rico em óxidos de cálcio e
magnésio, para a captura de dióxido de carbono (CO2) em meio aquoso por meio da
carbonatação indireta. O objetivo central deste estudo foi avaliar o potencial tecnológico
da escória siderúrgica para o sequestro de CO2 em larga escala. A metodologia
experimental compreendeu a redução granulométrica da escória para favorecer a sua
cinética de solubilização, a realização de ensaios de solubilização em água para lixiviar
íons de cálcio e magnésio e a condução de experimentos de carbonatação da solução com
borbulhamento de CO2 em bateladas. A caracterização da escória utilizada e dos
precipitados formados por difração de raios-X (DRX), análise termogravimétrica (TGA),
espectroscopia Raman e titulometria confirmaram a transformação mineralógica do CO2
em carbonatos e a formação predominante de carbonato de cálcio (CaCO3). A semeadura
mostrou-se uma estratégia mais eficaz para induzir a precipitação em comparação com o
resfriamento. As suspensões semeadas atingiram um potencial prático de sequestro de
CO2 (RCO2) de 39,7% com grau de carbonatação de 19,1%, enquanto as resfriadas
somente resultaram em 8,4% de RCO2 e um grau de carbonatação de 12,7%. Embora
limitações como a baixa conversão de cálcio em carbonatos e a tendência corrosiva da
solução tenham sido identificadas, a alta reatividade inicial da escória siderúrgica e a
pureza do carbonato de cálcio formado representam oportunidades para sua valorização
em larga escala. Assim sendo, a escória siderúrgica possui um potencial promissor na
descarbonização industrial e na economia circular.
