MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS IMPACTOS NO FLUXO DE SEDIMENTOS DA BACIA AMAZÔNICA

Nome: LIZANDRA BROSEGHINI FOEGER

Data de publicação: 20/10/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANTONIO SERGIO FERREIRA MENDONCA Examinador Interno
DIOGO COSTA BUARQUE Presidente
JOÃO PAULO LYRA FIALHO BRÊDA Examinador Externo
PAULO RÓGENES MONTEIRO PONTES Examinador Externo
PAULO TARSO SANCHES DE OLIVEIRA Examinador Externo

Resumo: Este estudo investiga os impactos das mudanças climáticas nos fluxos de sedimentos
na Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do mundo e um dos biomas mais
importantes do planeta, frente à escassez de estudos que integrem as projeções
climáticas mais recentes com modelos hidrossedimentológicos para a bacia. Para
isso, o modelo MGB-SED foi aplicado em escala diária, calibrado e validado com
dados hidrológicos e de sedimentos observados, e forçado com projeções climáticas
do CMIP6 de cinco modelos do conjunto NEX-GDDP-CMIP6, sob dois cenários de
emissão (SSP2-4.5 e SSP5-8.5), para o período futuro (2015 – 2100). A incorporação
da sazonalidade como um eixo central de análise, distinguindo entre períodos secos
e úmidos permitiu a identificação de padrões interanuais de concordância e
discordância entre a vazão e a descarga de sedimentos que poderiam não ser
capturados por abordagens anuais convencionais. Os resultados indicam uma
tendência geral de redução da vazão, especialmente durante a estação seca e sob o
cenário de altas emissões SSP5-8.5, destacando uma maior vulnerabilidade da
disponibilidade de água na bacia. Em contraste, a análise da descarga sólida mostrou
respostas heterogêneas, com aumentos projetados particularmente durante a estação
chuvosa e em cenários com maior forçamento radiativo. A coexistência da tendência
de diminuição da vazão e aumento da descarga sólida em várias sub-bacias destaca
a natureza não linear e espacialmente variável das respostas hidrossedimentológicas
às forças climáticas. O trabalho forneceu um modelo hidrossedimentológico calibrado
e validado para a Bacia Amazônica, por meio do qual as projeções de vazão e de fluxo
de sedimentos foram quantificadas em cenários futuros, oferecendo percepções
inéditas sobre as tendências de erosão, transporte e deposição de sedimentos ao
longo do final do século. Tais resultados podem embasar a tomada de decisão
baseada em evidências, permitindo a identificação de áreas críticas de potencial
aumento ou diminuição de carga sedimentar.

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